AVISEM AOS TOLOS QUE AS IDEIAS NÃO SE MATAM!!!!!

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terça-feira, 18 de junho de 2013

9. A ÁSIA DURANTE A GUERRA FRIA

Após a II Guerra Mundial teve inicio o processo de independência dos países africanos e asiáticos, conhecido como descolonização. Estes movimentos tiveram sucesso devido ao enfraquecimento das potencias europeias pós-guerra que não tiveram forças para impedir a independência das novas nações. Em muitos casos foram extremamente violentas; em outras não.

A Independência da Índia
                A resistência do povo indiano a dominação inglesa teve inicio em meados do século XIX, com a revolta dos Cipaios, mas só ganhou força após o término da I Guerra Mundial. Por causa do conflito, houve aumento generalizado dos produtos e a miséria tomava conta do país. Cerca de 85% da população indiana passava fome ou era vitima de doenças. Além disso, os impostos cobrados pelas autoridades inglesas eram elevados. A situação agravou-se após 1919, quando a Inglaterra promulgou um conjunto de leis que tinham como objetivo diminuir os direitos civis da população. Ao receber a noticia, Mahatma Gandhi liderou uma greve geral que paralisou as atividades econômicas na Índia. Começava dessa maneira, a ganhar forma o movimento emancipacionista.  Defendendo métodos pacíficos de resistência, como a não violência e a desobediência civil, Gandhi conquistou com o tempo apoio popular e respeito internacional. A resistência pacifica através da desobediência civil consistia em boicotar tudo que fosse inglês, desde as mercadorias, escolas, universidades, além de não pagar mais os impostos. Caso fossem reprimidos, os manifestantes não deveriam reagir, pois Gandhi defendia a não violência como meio para atingir seus objetivos. Em virtude da grande pressão popular, dos boicotes aos produtos ingleses e a própria Inglaterra está em crise econômica após a II Guerra Mundial, surgiram entre os ingleses defensores da independência da Índia. Em 1945, os ingleses se retiravam da Índia.
                Porém, a Índia se encontrava dividida em duas propostas: todos os líderes do país tanto da Liga Muçulmana, como do Partido do Congresso concordavam que deveria ser criada uma nação para os hindus e outra para os muçulmanos, menos Gandhi que defendia a ideia de uma Índia unida e com tolerância religiosa. Em agosto de 1947 foram declarados independentes a Índia, de maioria hindu e o Paquistão, d maioria muçulmana. No ano seguinte Gandhi seria assassinado por um extremista hindu. Os conflitos religiosos e a intolerância levariam a independência do Sri Lanka, em 1948 (antiga Ilha do Ceilão de maioria budista). Após a independência e a divisão do país, as reações entre Índia e Paquistão foram de permanente hostilidade. A Guerra Fria ajudou a acirrar ainda mais os conflitos: o Paquistão se aproximou dos EUA e a Índia da URSS. Outro complicador foi à região da Caxemira, ao norte da Índia. Em 1947, o marajá da Caxemira concordou com a anexação à Índia. O Paquistão, no entanto, reivindicou a região, alegando que 80% da população era de muçulmanos. Os dois países entraram em guerra entre 1947 e 1948, resultando na divisão da região. Atualmente cerca de 2/3 do território pertencem à Índia e 1/3 ao Paquistão. Para complicar a situação nenhum país aceita em ceder sua parte e, ambos ingressaram no clube atômico, ou seja, ambos detêm a bomba atômica.

A Revolução Chinesa
                No inicio do século XX a China era um país monarquista e industrialmente atrasado. Nessa época, a população estava cada vez mais descontente com a conivência do monarca com a exploração imperialista que os ingleses praticavam na China. Dessa forma, os nacionalistas republicanos, liderados por Sun Yat-sem, depuseram o imperador e instauraram a república no país. Em 1921, foi fundado o Partido Comunista da China (PCC), liderado por Mao Tse-tung. Em um primeiro momento nacionalistas e comunistas se uniram para impedir a volta da monarquia. Entretanto, a partir de 1925, os dois partidos começaram a trilhar caminhos diferentes. Os nacionalistas, agora sob a liderança de Chiang Kai-chek se aliaram aos conservadores, principalmente latifundiários e burgueses. Os comunistas, por sua vez se alinharam a URSS, que mantinha sua politica de expansão por áreas de influencia. As disputas entre nacionalistas e comunistas provocaram uma guerra civil. A atuação do PCC foi considerada ilegal os comunistas passaram a ser perseguidos. Liderados por Mao Tse-tung, os comunistas iniciaram a chamada Longa Marcha para o norte do país e começaram a se reorganizar. Adotando uma nova estratégia, eles buscaram o apoio dos camponeses e organizaram um exército, que além das funções militares fazia propaganda dos ideais socialistas em todo o país. Em 1946, nacionalistas e comunistas entraram novamente em conflito, retomando a guerra civil. Em 1949, Mao Tse-tung e suas forças conquistam a capital Pequim e proclamam a República Popular da China, assumindo o poder no país e implantando um regime socialista.
                Inspirados na experiência soviética, em 1953, o governo chinês pôs em prática seu primeiro plano quinquenal, cujo objetivo era transformar a China em uma nação industrializada. As metas estabelecidas foram atingidas. Com a coletivização do campo no final do ano de 1956, as recém criadas cooperativas agrícolas respondiam por 90% da produção. Por essa época, os bancos, as grandes indústrias e o comércio já se encontravam estatizados. Em 1958, o governo chinês lançou o segundo plano quinquenal, conhecido como Grande Salto para Frente, que pretendia transformar a China em um país desenvolvido.  Porém, o resultado do Grand Salto foi desastroso e resultaram em grande fracasso. Mao passou a criticar então o grande aliado a URSS. As diferenças ideológicas e politicas colocaram os governos de China e URSS em colisão. Em 1960 o governo chinês rompe com a URSS, que retiram seus consultores técnicos do país. O fracasso do Grande Salto e o rompimento com a URSS abalou o poder de Mao Tsé-tung. Em 1966, mesmo não estando mais na presidência do país ele conseguiu apoio da Guarda Vermelha e deu inicio a Revolução Cultural. As principais propostas do movimento estavam em modificar os costumes tradicionais dos chineses, substituindo por valores do proletariado; banir as influências burguesas do capitalismo e da cultura ocidental;
 combater e eliminar os burocratas do governo; melhorar a estrutura do ensino e promover a união do trabalho manual e intelectual. Mao pretendia construir uma China onde os valores individuais dessem espaços aos valores coletivos, uniformizando o país. Porém, houve forte perseguição e opressão aos opositores. Intelectuais e cientistas foram acusado de inimigos do povo, templos religiosos, livros e obras de artes foram destruídas.
                A Revolução Cultural desorganizou a economia d país. Em 1976, ano da morte de Mao, os novos dirigentes do PCC puseram fim a Revolução Cultural e adotaram a política das Quatro Modernizações (agricultura, indústria, defesa nacional, ciência e tecnologia). O novo líder Deng Xiapoping, deu inicio a essa política, que aos poucos abriram a economia chinesa para o mundo e permitiram o surgimento de áreas regidas pelas leis de mercado e não pela ação do Estado. Formou-se assim, a chamada economia socialista de mercado, que em sido responsável pelo crescimento da China desde então. 

A Guerra das Coréia
                A Guerra da Coréia, em 1950, foi um marco da Guerra Fria. A península coreana havia sido invadida pelo Japão durante a II Guerra Mundial. Guerrilheiros comunistas coreanos combateram os japoneses. Após o término da guerra, os líderes dos EUA, Inglaterra e URSS, na Conferência de Yalta e Potsdam estabeleceram que a península coreana fosse divida ao meio, no paralelo 38. A parte norte ficaria sobre a influência soviética e o sul apoiado pelos EUA. Na parte norte da península, com apoio soviético e sob a liderança de Kim Il Sung, surgiu à República Popular da Coreia ou Coreia do Norte de regime comunista. Na parte sul, capitalista, foi criada a Coreia do Sul. O paralelo 38 dividia os dois lados. No entanto, com estimulo de Stalin, a Coreia do Norte invadiu o sul em junho de 1950 com o objetivo de unificar a península sob o regime comunista.
                O governo estadunidense não aceitou a invasão. Com apoio da ONU constituiu um exército com soldados de diversos países, embora a maioria fosse dos EUA. As tropas inicialmente impediram o avanço dos norte-coreanos e, em contraofensiva, avançaram para o norte. O objetivo era derrotar os norte-coreanos e unificar as Coreias, excluindo os comunistas. Os chineses avisaram que iriam intervir na guerra caso isso acontecesse. Em novembro, as tropas estadunidenses se encontravam em Pyongyang, capital da Coreia do Norte, porém, foram surpreendidos pela entrada da China no conflito. As tropas dos EUA tiveram que recuar e, dois meses depois, estavam novamente defendendo o paralelo 38. Em 1951, com o equilíbrio de forças, ficou estabelecida a existência de duas Coreias: a do norte comunista; e a do sul capitalista. Em julho de 1953, foi assinado um armistício. Mas jamais foi assinado um acordo de paz. A situação na fronteira dos dois países é tensa até hoje.

A Guerra do Vietnã
                Situada no Sudeste asiático, a Indochina era uma colônia francesa desde o final do século XIX. Depois da II Guerra Mundial, no entanto, ganhou força o movimento pela independência do país, comandado pelo líder comunista Ho Chi Minh. Após anos de lutas, em 1954, os franceses foram derrotados e abandonaram a região. Nesse mesmo ano, na Conferência de Genebra, a Indochina foi divida em 4 países: Laos, Camboja, Vietnã do Norte (comunista) e Vietnã do Sul (capitalista). A divisão do Vietnã em dois era motivo de grande insatisfação popular, porém as manifestações pela unificação eram reprimidas com violência pelo governo do Vietnã do Sul. Teve inicio então, uma luta pela unificação, movida pelos vietcongues, nome dado aos revolucionários comunistas, tanto no norte, como no sul, que eram liderados por Ho Chi Minh.
                O governo dos EUA, por sua vez, temia que o Vietnã fosse unificado sob um regime comunista, o que ampliaria a área de influência da URSS na Ásia. Por isso, no começo dos anos 1960, os EUA envolveram-se diretamente no conflito, enviando mais de 500 mil soldados para os campos de batalha no Vietnã, além de uma grande quantidade de armamentos. Os vietcongues, no entanto, conheciam muito bem a região onde viviam e levavam vantagem sobre os soldados estadunidenses nas guerrilhas, pois se deslocavam com grande rapidez nas florestas e armavam emboscadas fatais contra os soldados inimigos. Diante dessas dificuldades, o governo dos EUA apelou para o uso de modernos equipamentos de guerra e armas químicas. Assim, milhões de litros de veneno (agente laranja) e de bombas incendiárias (napalm) foram jogadas em solo vietnamita com o objetivo de desmatar as florestas e dificultar a guerrilha. Apesar da desigualdade de recursos,  os vietcongues resistiram ao poderio militar dos EUA e, em 1975, depois de dez anos de conflitos, tomaram Saigon, a capital do Vietnã do Sul. Nesse mesmo ano, o governo estadunidense ordenou a retirada das tropas do país e o Vietnã foi unificado, formando uma república socialista.
                A Guerra do Vietnã foi a primeira a ser completamente televisionada. Os combates eram filmados no Vietnã durante o dia e transmitidos nos EUA à noite, chegando a todos os lares. Esse foi um dos fatores que desencadearam os movimentos contrários à guerra. Por meio das imagens veiculadas, as pessoas conseguiam ter uma ideia do que estava acontecendo naquele país e começaram a questionar a validade da interferência dos EUA no Vietnã. Além disso, muitos soldados que foram feridos em combate retornaram aos EUA relatando os horrores que aconteciam no Vietnã. Junto aos estudantes, artistas e outros grupos sociais, vários veteranos tiveram papel ativo nas manifestações pela paz e pelo fim da Guerra do Vietnã. Ao fim do conflito, cerca de um milhão de vietnamitas tinham morrido e havia milhares de pessoas feridas. As cidades estavam destruídas e s áreas rurais arrasadas por armas químicas, minas terrestres e bombas. O país teve que enfrentar grandes dificuldades econômicas, agravadas por um embargo econômico imposto pelos EUA que durou cerca de 20 anos.
O Oriente Médio
                A região que chamamos de Oriente Médio, corresponde à parte ocidental da Ásia. Com cerca de 270 milhões de habitantes, os povos do Oriente Médio são formados por diferentes etnias. Na região são falados seis idiomas e professadas três grandes religiões. O islamismo é a que concentra numericamente o maior número de fiéis. Os muçulmanos como são chamados dividem-se em sunitas (mais moderados) e xiitas (mais radicais) no diz respeito à compreensão da autoridade religiosa islâmica. O maior império islâmico do século XX, o Turco Otomano, foi desmembrado após a I Guerra Mundial. Pelo Tratado de Sevres (1920), ficou decidido que os países sob o domínio otomano teriam a independência reconhecida, mas sob controle europeu. Assim, a Inglaterra ficou responsável pelo Iraque e pela Palestina, enquanto a França assumiu o controle da Síria e do Líbano. Os demais países se tornaram independentes. Os povos que constituem o Oriente Médio possuem alguns elementos que lhes dão uma identidade comum. É o caso das sociedades que falam a língua e partilham os valores da cultura árabe. Outro fator de unificação é a religião islâmica. Mas existem árabes que não são muçulmanos, como também há muçulmanos que não são árabes, como os turcos e iranianos, por exemplo. Além disso, os povos da região compartilharam a experiência da submissão a potências estrangeiras. Não faltaram disputas politicas entre os povos do Oriente Médio, além da tradicional rivalidade entre sunitas e xiitas, agravadas no caso libanês, pela presença de uma minoria cristã, o grande inimigo dos países árabes no Oriente Médio pós-guerra sem dúvida foram os judeus, o que envolve a questão da Palestina.
                A Palestina no inicio do século XX fazia parte do Império Turco-Otomano. Com o final da I Guerra Mundial e a derrota dos turcos, foi instalado um mandato britânico para a administração da região. Os líderes do povo árabe, que era majoritário na Palestina, assaram a negociar com os britânicos a possibilidade de construírem um Estado independente. Nesse período também ganhou força o Movimento Sionista, promovido por judeus europeus que reclamavam o direito de constituírem Estado judaico. Muitos deles argumentavam que seus ancestrais viveram durante muito tempo na Palestina até serem expulsos pelos romanos, no século II. Com o objetivo e estabelecer na Palestina, judeus de vários lugares do mundo passaram a migrar para a Palestina, porém os palestinos não aceitavam a imigração judaica, pois associava esse processo à manutenção do domínio britânico. No final da II Guerra Mundial, grande parte da comunidade mundial, chocada com o holocausto nazista, passou a apoiar o movimento sionista e a criação de um Estado judeu. Diante disso, a ONU declarou em 1947, que o território da Palestina seria divido dois Estados independentes: um palestino e outro judeu. EUA e URSS apoiaram a decisão, pois desejavam diminuir a influência britânica na região. Ainda em 1947, os ingleses se retiraram da Palestina. Em maio de 1948, foi  criado o Estado de Israel. Porém, os países árabes não aceitaram a criação do Estado judaico e atacaram o novo país. Mais bem preparado, o exército israelense saiu vitorioso e Israel ampliou seus territórios sobre as terras onde viviam milhares de palestinos. Os EUA deram total apoio a Israel, que em contrapartida, se tornou o maior aliado dos estadunidenses no Oriente Médio. Os países árabes se uniram contra Israel, gerando novos conflitos: Guerra de Suez (1956-57); Guerra dos Seis Dias (1967) e Guerra do Yom Kippur (1973). Todas elas vencidas por Israel que tomou territórios do Egito, Síria e Líbano, além de passar a controlar os territórios destinados aos palestinos. Em 1964, os palestinos liderados por Yasser Arafat criaram a OLP (Organização para Libertação da Palestina). A OLP escolheu como estratégia a luta armada com o objetivo de destruir Israel e expulsar os judeus da Palestina.
                Outra situação delicada no Oriente Médio foi provocada pela Revolução Iraniana de 1979, que marcou pela primeira vez a ascensão de muçulmanos xiitas ao poder. No Irã, os xiitas são maioria. Em 1953, com apoio dos EUA, o Xá Mohamed Reza Pahlevi passou a governar com poderes absolutos, reprimindo qualquer oposição. Mantendo boas relações com os EUA, o objetivo do Xá era modernizar o país e transforma-lo em uma potencia econômica e militar com a venda de petróleo. O projeto de Pahlevi era ocidentalizar o Irã. Contudo, a população iraniana não aceitava a imposição dos valores e costumes ocidentais, como a liberação de bebidas alcoólicas, o jogo e das relações sexuais antes do casamento. A partir de 1963, o Irã conheceu uma fase de crescimento econômico, mas quem se beneficiava da riqueza era a pequena elite do país, os altos funcionários das da economia. A partir de 1975, com o aumento da oposição sob a liderança do líder espiritual Ruhollah Khomeini, o governo de Pahlevi tornou-se mais autoritário. Mesmo assim, os protestos populares aumentaram e, no final de 1978, milhares de mullahs (sacerdotes das mesquitas) declararam guerra santa ao Xá. Em dezembro 2 milhões de pessoas tomaram as ruas da capital Teerã protestando contra o governo. Mesmo exilado na França, Khomeini decretou o fim da monarquia. Reza Pahlevi deixou o país e em 1979, de volta a Teerã, Khomeini proclama a República Islâmica do Irã. A Revolução Iraniana foi vitoriosa contanto com imenso apoio popular. A partir daí, a revolução xiita se tornou cada vez mais anti norte-americana, fazendo com que os EUA perdesse um forte aliado no Golfo Pérsico.(Fonte: História O mundo por um fio: do século XX ao XXI; p.202-274; Coleção Novo Olhar História 3, p.146-149; História em movimento 3 , p.258-282).

segunda-feira, 17 de junho de 2013

POSÊINDON

As tempestades que, segundo Homero, Posêidon provocou para evitar que Odisseu, que o ofendera, retornasse à pátria, são um exemplo característico do temperamento irado que a mitologia grega atribuía a esse deus.
Posêidon (ou Posídon), deus grego dos mares, era filho de Cronos, deus do tempo, e Réia, deusa da fertilidade. Eram seus irmãos Zeus, o principal deus do panteão grego, e Hades, deus dos infernos. Quando os três irmãos depuseram o pai e partilharam entre si o mundo, coube a Posêidon o reino das águas. Seu palácio situava-se no fundo do mar Egeu e sua arma era o tridente, com que provocava maremotos, tremores de terra e fazia brotar água do solo. Pai de Pégaso, o cavalo alado gerado por Medusa, esteve sempre associado aos eqüinos e por isso se admite que tenha chegado à Grécia como deus dos antigos helenos, que também levaram à região os primeiros cavalos. O temperamento impetuoso de Posêidon, cuja esposa era Anfitrite, conduziu-o a numerosos amores. Como pai de Pélias e Nereu, gerados pela princesa Tiro, era o ancestral divino das casas reais de Tessália e Messênia. Seus outros filhos eram, na maioria, seres gigantescos e de natureza selvagem, como Órion, Anteu e o ciclope Polifemo.

Embora tenha perdido uma disputa com Atena pela soberania da Ática, foi também cultuado ali. Em sua honra celebravam-se os Jogos Ístmicos, constituídos de competições atléticas e torneios de música e poesia, realizados a cada dois anos no istmo de Corinto. Os artistas plásticos acentuaram a ligação de Posêidon com o mar e representaram-no como um homem forte, de barbas brancas, com um tridente na mão e acompanhado de golfinhos e outros animais marinhos. A mitologia romana identificou-o com o deus Netuno.
Fonte: Enciclopédia Barsa.

LEITURA COMPLEMENTAR

sexta-feira, 14 de junho de 2013

A CONQUISTA MUÇULMANA DA PENÍNSULA IBÉRICA

A Conquista Muçulmana da Península Ibérica selou o último reinado de um visigodo na Hispânia. Após a ocupação da península, os muçulmanos permaneceram na região por muitos séculos e foram influentes com sua cultura.
 No início do período que denominamos de Idade Média, a Península Ibérica era dominada por reinos visigodos. Estes representavam um dos povos que o Império Romano considerava como bárbaro. Nesse momento, ainda não haviam Estados Nacionais, ou seja, Portugal, Espanha e França ainda não existiam como países na península. Havia, na verdade, uma variedade de reinos independentes.
 Boa parte da Península Ibérica era ocupada pelos visigodos, que elegiam seus reis. No século VIII, o processo de sucessão do reinado visigótico gerou conflitos. Nessa ocasião, um grupo de descontentes com a sucessão do reino pediu ajuda militar a um governador muçulmano chamado Tárique. A partir de 711 iniciaram-se movimentações populacionais e militares lideradas por líder muçulmano. Estes vieram no norte da África e cruzaram o Mar Mediterrâneo, alcançando, por fim, a Península Ibérica.
 A Conquista Muçulmana da Península Ibérica ocorreu com a vitória sobre o rei visigodo Rodrigo, a qual determinou o fim do Reino Visigótico de Toledo. Os muçulmanos se estabeleceram então na península e, progressivamente, foram ampliando suas conquistas territoriais. Em consequência do domínio territorial e militar, veio também a influência cultural.
 A região da Península Ibérica se consolidou como uma região muito adepta ao cristianismo. A invasão dos mouros  fez misturar povos com culturas distintas, gerando uma sociedade muito heterogênea. Árabes, berberes, muçulmanos, moçárabes, cristão arabizados e judeus passaram a conviver na região. Dentre todos eles, os moçárabes eram maioria na população da Península Ibérica, desfrutavam de liberdade de culto e leis próprias. Entretanto deviam o pagamento de imposto pessoal de captação e imposto predial sobre o rendimento das terras. Os moçárabes eram os indivíduos que já habitavam a região e mantiveram a sua religião com a invasão dos mouros, mas adotaram as formas de relacionamento externo usadas pelos muçulmanos.
 Desde a invasão da Península Ibérica, os cristão da região tentaram expulsar os muçulmanos e restituir o domínio no local. Mas o processo de reconquista durou todo o período da Idade Média. O processo todo se dividiu em três fases. Na primeira os muçulmanos se estabeleceram na península e eram submetidos ao Califado de Damasco. Na segunda fase, o emirado islâmico tornou-se independente. E na terceira fase, os cristãos intensificaram o processo de reconquista, desestruturaram o emirado e novos reinos cristãos surgiram. Neste momento, surgiu na Península Ibérica o Estado de Portugal e os reinos de Castela, Leão, Navarra e Aragão, os quais viriam a se tornar o Estado da Espanha.
 Após oitocentos anos de tentativa de reconquista, o processo só foi se completar no início da chamada Idade Moderna quando os reis católicos, Fernando e Isabel, expulsaram definitivamente os muçulmanos e o Estado da Espanha foi unificado, em 1492.
Antonio Gasparetto Junior 

PATETA

Pateta (seu nome original era Dippy Dawg e é chamado em inglês de Goofy) é um cão da raça Bloodhound, e uma personagem de animação dos Estúdios Walt Disney, criado em 1932. Ele é um cão antropomórfico de físico magro, esguio, alto, e desengonçado, conhecido pelo público por seu jeito atrapalhado, engraçado, e bondoso e por seu chapéu singular. Seu nome seria um apelido, pois nos curtas dos anos 50 e 60 era chamado "George Geef" ou "G.G Geef". Fontes atuais como o desenho A Turma do Pateta dão seu nome como Goofy Goof.
 Pateta possui um filho, Max, e o alter-egos super-heróicos Superpateta (paródia do Superman) e Jaime Scond (paródia de James Bond).
O personagem foi criado em 1932, com o nome de Dippy Dawg, como co-representante na curta "Mickey´s Revue" dirigido por Wilfred Jackson, no papel de um integrante da platéia irritante por sua atitude imprópria e sua risada escandalosa. Porém, o que parecia ser apenas uma personagem mediana num papel insignficante acabou por levá-lo às graças de Walt Disney justamente por sua risada característica, desenvolvida junto a Pinto Colvig (roteirista e palhaço), com quem trabalharia até 1965. A partir de então, Pateta começa a participar de um número cada vez maior de trabalhos e, rapidamente, torna-se um dos melhores amigos de Mickey Mouse.
Já na década de 40, Pateta inicia seus trabalhos no estilo "Como fazer....", ensinando desde "Como Dormir" até "Como Esquiar", nesses trabalhos Pateta atrapalhadamente, mas sempre determinado, nos ensina, ou pelo menos tenta, a realizar as mais diversas tarefas. Com pouca fala e sempre com a ajuda de um narrador que interage com o personagem a quase todo momento, pode-se dizer que o ensino quase nunca corre normalmente. Nesses desenhos todas as personagens têm a fisionomia de Pateta. De 1940 a 1950 já haviam 48 desenhos do Pateta, além de aparecer em outros diversos junto a Mickey Mouse e Pato Donald. Além do Pateta Olímpico, a série "Como fazer..." inspirou várias séries de quadrinhos especiais do Pateta, como a produzida no exterior e conhecida no Brasil por "Pateta faz História", na qual ele sempre representa um personagem histórico: Cristóvão Colombo, Leonardo da Vinci, etc;
 Assim como Mickey e a Minnie e Pato Donald e Margarida, Pateta não tem nenhum par romântico.
Com grande popularidade, Pateta tem sido presença constante nos quadrinhos Disney no Brasil. Devido a popularidade dos seus desenhos em que ensina a praticar esportes e que sempre são exibidos na TV, ele foi escolhido pelos artistas brasileiros como o protagonista da primeira história Disney especial publicada pela Editora Abril (de mais de 30 páginas e na qual aparecem todos os personagens Disney de destaque, exceto os clássicos históricos) sobre as Olimpíadas. A história foi chamada de Pateta Olímpico (publicada em 1972, por ocasião das Olimpiadas de Munique). O Pateta Olímpico era o Pateta de sempre, que se entusiasma pela Olimpiada e resolve se inscrever como maratonista, numa competição de Patopolis patrocinada pelo jornal do Tio Patinhas. Ao vencer a prova, se classifica para a mesma competição nas Olimpíadas oficiais. Curiosamente, nos anos 90 seria lançado o Sports Goofe que lembra o Pateta Olímpico, mas produzido no exterior e como sendo um novo personagem, primo do Pateta.
 O Pateta chegou a ser agraciado com uma revista própria da Editora Abril nos anos 90. Foi um dos personagens em O Grande Livro Disney e astro principal do Manual dos Jogos Olímpicos.
Fonte:Wikipédia.

quinta-feira, 13 de junho de 2013

CRIME CONTRA A HUMANIDADE

Durante as guerras entre países, conflitos entre milícias e grupos revoltosos e períodos ditatoriais, sempre surgem denúncias de crimes contra a humanidade cometidos pelas autoridades, militares, opositores e civis. O crime contra a humanidade consta no Direito Internacional e se refere a atos de desrespeito, perseguição, agressão e assassinato contra indivíduo ou grupo de indivíduos, abrangendo, por exemplo, casos de genocídio.
 Os casos de crime contra a humanidade são julgados por tribunais internacionais, que visam reparar os danos, reescrever os registros oficiais considerando os fatos verdadeiros, julgar e penalizar os culpados. Dentre os crimes contra a humanidade mais cruéis podemos citar:
•O Holocausto ocorrido durante a Segunda Guerra Mundial (1939- 1945), que vitimou cerca de 6 milhões judeus, crime causado pela Alemanha Nazista;
•Holodomor, se refere a uma genocídio ucraniano praticado nos anos 1932 e 1933, matando 3 milhões de ucranianos. As mortes foram causadas pela extinta União Soviética;
•Crueldade na Bósnia, fato ocorrido entre 1992 e 1995, matando 200.000 bósnios, e 2 milhões de refugiados. As mortes foram de responsabilidade de milícias locais e exército sérvio.

Em 10 de maio de 2013, Efraín Ríos Montt, ex-ditador da Guatemala, foi condenado ao 86 anos, por acusações de genocídios e crimes contra a humanidade. Em seu governo foram praticados torturas, incêndios e assassinatos contra insurgentes no início dos anos 1980. Montt também tentou extinguir o grupo étnico ixil, matando cerca de 1.700 indígenas. A pena concedida a Montt foi de 80 anos de prisão.
 Em junho de 2013, o exército de Bashar al-Assad e milicianos defensores do regime do presidente sírio foram acusados de praticarem crimes contra a humanidade, os fatos foram descritos em inquérito levantado pela ONU (Organização das Nações Unidas) que também acusa grupos de revoltosos que lutam contra o governo de Bashar al-Assad.
 O governo sírio é acusado por manter ataques militares contra alvos civis e de acobertar violência sexual. Os milicianos opositores são acusados de praticarem execuções extra-judiciais e torturas mesmo com menor frequência.
 Em abril de 2013, Uhuru Kenyatta, político queniano, assumiu a presidência do Quênia, apesar de ser acusado pelo TPI (Tribunal Penal Internacional) por crimes contra humanidade praticados durante as eleições de seu antecessor. Mesmo acusado, assumiu a presidência com grande apoio popular. O Quênia é o primeiro país do mundo a eleger um candidato acusado pelo TPI. Uhuru Kenyatta é filho de Jomo Kenyatta, primeiro presidente da história do Quênia.
Fernando Rebouças.

JOGOS OLÍMPICOS DE LONDRES, 1908

Experiência e vulcão italiano levam Jogos à tradicional Londres, com apoio da família real
A Grã-Bretanha decidiu organizar os Jogos Olímpicos de 1908 apoiada na família real e na experiência que possuía pelos já 30 anos do torneio de tênis de Wimbledon, um dos mais tradicionais da história.
A organização era de fazer inveja até para competições disputadas no século 21. Para cada modalidade da Olimpíada londrina, chegaram a ser impressos e distribuídos manuais com regras em inglês, francês e alemão.
Tudo isso feito às pressas, já que, até 1906, a Itália ficaria com a sede. Naquele ano, a região de Nápoles foi castigada com a erupção do vulcão Vesúvio, e o governo italiano precisou utilizar os fundos reservados para os Jogos na reconstrução da cidade. Os ingleses deixaram Londres pronta para receber a Olimpíada em apenas dois anos.
Em dez meses, foi construído o estádio Sheperd's Bush (conhecido também como White City), com capacidade para 70 mil espectadores. Entre as instalações do complexo havia um velódromo de 660 metros, uma pista atlética de um terço de milha (536 metros) e uma piscina com comprimento de 100 metros.
Início das tradições olímpicas
Uma cidade aristocrática como Londres viu surgir diversas tradições que se mantêm até os dias de hoje no movimento olímpico. Uma delas imposta pela própria realeza. A maratona foi realizada em 42,195 km apenas para que o percurso permitisse que os netos do rei Eduardo 7° assistissem à prova.
Outra tradição do espírito olímpico foi pronunciada no estádio, durante a abertura dos Jogos, pelo Barão de Coubertin, que imortalizou a frase que tinha ouvido de um pastor protestante da Pensilvânia: "O importante não é ganhar, mas competir".
Pela grande duração, os Jogos de 1908 foram disputados em duas fases: Jogos de Verão (atletismo, natação, ciclismo e remo) e Jogos de Outono (patinação no gelo, boxe, futebol e rúgbi). Pela primeira vez uma Olimpíada teve o desfile das delegações na cerimônia de abertura, com as bandeiras dos países. Desde então, a delegação da Grécia sempre abre a cerimônia, seguida pelo país-sede e depois pelas demais, por ordem alfabética dos países, em inglês.
O início das competições ocorreu sob uma forte chuva. O mau tempo, aliás, durou quase toda a competição. Os anfitriões britânicos, com 144 medalhas conquistadas no total, venceram uma Olimpíada pela primeira e única vez na história.

O sucesso dos britânicos, no entanto, segundo os concorrentes, esteve atrelado à parcialidade dos árbitros, todos ingleses. Após o encerramento dos Jogos, a mudança foi imediata: o COI decidiu retirar o controle da arbitragem das mãos dos futuros organizadores, designando em seu lugar as federações internacionais de cada esporte.
Uol Olimpiadas.